
A procissão de Navegantes que ganhará as ruas da Capital nesta terça-feira, além de demonstração de louvor à Nossa Senhora, também é resultado de uma história de coragem e persistência. A história do nascimento da tradição porto-alegrense envolve longas viagens de navio até a Europa, a contratação de um escultor português de raro talento e até um incêndio que ameaçou pôr um fim precoce ao cortejo cujas origens remontam a 1871.
Com base em imagens de época da Santa e da antiga capela de
Nossa Senhora dos Navegantes,
Zero Hora publica uma história em quadrinhos ilustrada por Edu Oliveira.
Segundo o pároco de
Nossa Senhora dos Navegantes, padre
Luiz Remi Maldaner, em 2 de fevereiro daquele ano a imagem recém-chegada de Portugal participou da primeira procissão fluvial entre o centro da cidade e o então chamado
Arraial do Menino Deus. Apenas anos mais tarde o destino final da Santa seria a
Zona Norte, onde hoje se encontra a Igreja de
Nossa Senhora dos Navegantes.
Em 1910, porém, um incêndio destruiu a capela que existia nesse mesmo lugar e consumiu a imagem de Nossa Senhora. A comunidade porto-alegrense encomendou uma nova imagem ao mesmo escultor português — a mesma que na terça-feira deverá ser levada por terra por milhares de fiéis.